O mês de março deste ano deve ser o mais seco dos últimos 10 anos, conforme previsão do Centro de Monitoramento de Tempo e Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec-MS). Em 15 dias, a quantidade de chuva soma 16,9 milímetros em Campo Grande, pouco mais de um décimo da média histórica de 151,5 mm.
Por enquanto, em decorrência do fenômeno climático La Ñina, que vem perdendo força, as águas deste mês são 96% inferiores aos 426,3 mm registrados em março do ano passado. A meteorologista e coordenadora do Cemtec-MS, Cátia Braga, arrisca-se a prever que o percentual não deverá superar 2004, quando choveram apenas 59,6 mm em Campo Grande.
Cátia explica que a previsão é de que haverá pouca chuva nos próximos 15 dias no Estado. Apesar do verão acabar na próxima terça-feira, 20, o calor deverá continuar forte. A temperatura máxima atingiu 39,4º na cidade, quatro graus acima da média histórica do mês (35º).
Com menos chuvas e muito calor, a Capital vem sofrendo com o clima seco. A umidade relativa do ar bateu em 24% na segunda-feira, considerado nível de atenção. O percentual ficou próximo dos outros anos, como 26% em 2010 e 27% em 2009, mas a sensação é maior para a população porque os dias sem chuvas são maiores. A falta de chuva prejudica, principalmente, a agricultura e a pecuária. No município, as pastagens estão secas, imagem só comum após o inverno seco.