Há 17 anos com uma lanchonete no local, a comerciante Rosane Nely de Lima, é a representante dos lojistas. Ela afirma que desde dezembro do ano passado, quando a prefeitura apresentou “95% de certeza” que o Tribunal de Justiça ocuparia o espaço, não houve mais nenhuma novidade. “A prefeitura não nos comunicou mais nada e quando ligamos para o secretário Paulo Nahas, ele diz que está aguardando posição do tribunal”, contou.
Prejuízo
O impasse prejudica os comerciantes, que amargam uma desocupação gradativa das salas e também o afugentamento dos clientes. Com 215 salas disponíveis para uso, apenas 60 estão ocupadas. Grande parte pertence aos próprios comerciantes. “Nao há procura nem pelo aluguel dessas salas”, disse.
Ela também comentou sobre o IPTU atrasado de diversos lojistas. “A prefeitura não comentou conosco sobre essas dividas e nem como isso vai ser negociado em relação ao valor da desapropriação”, afirmou.
Ela ressaltou, no entanto, que a maioria dos condôminos estão “endividados” e não apenas no IPTU, mas também com o pagamento do condomínio e de fornecedores.