A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/MS) encaminhou hoje à polícia civil um pedido de explicações sobre o andamento das investigações sobre a morte do acadêmico de direito da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Ítalo Marcelo de Brito Nogueira, morto a tiros durante uma festa em junho de 2010.
O principal suspeito do crime é Guilherme Henrique de Andrea, de 22 anos, que usou a arma do pai, o policial civil Pedro Wlademir de Andrea, para atirar. O tiro na barriga de Ícaro teria sido disparado logo depois dele pedir que Pedro parasse de brincar com a arma.
“Além da demora na conclusão do inquérito, a OAB quer acompanhar o caso porque o crime envolve um policial que, fora do horário de serviço, foi a uma festa com uma viatura oficial, caracterizada e segundo as investigações, ainda permitiu que o filho manuseasse a arma de uso restrito da polícia durante festa. O resultado foi a morte de uma pessoa”, explica do presidente da Comissão de Advogados Criminalistas, Luiz Carlos Saldanha Júnior.
O advogado ainda lembra que de acordo com o inquérito, o policial civil já tinha cumprido suspensão pouco tempo antes da morte de Ícaro, por disparo de arma de fogo em via pública fora do horário de serviço. “Não queremos que este crime caia no esquecimento, sem as devidas punições, assim como já aconteceu em outros casos envolvendo policiais”, finaliza Saldanha Júnior.