Cidades

Cidades

Países vão pagar salários para rebeldes na Síria

Países vão pagar salários para rebeldes na Síria

Redação

02/04/2012 - 06h00
Notícia sem imagem

A oposição da Síria receberá ajuda financeira e equipamentos de comunicação de países árabes e ocidentais, decidiram autoridades de 70 países ocidentais e árabes durante uma reunião em Istambul, na Turquia. O encontro do grupo chamado de “Amigos da Síria” busca discutir maneiras de pressionar o regime do presidente Bashar Al-Assad.

A Arábia Saudita e outros países do Golfo criarão um fundo milionário para pagar integrantes do Exército Livre da Síria, que reúne desertores. Além disso, os Estados Unidos fornecerão equipamentos de comunicação para ajudar os rebeldes a se organizarem e manterem contato com o exterior.

O fundo – descrito por um diplomata árabe como “pote de ouro” – ainda não foi anunciado oficialmente, mas sua criação foi confirmada por participantes da conferência. Não está claro como ele será monitorado ou como o dinheiro, que seria usado para pagar “salários” aos rebeldes, será garantido.

De acordo com diplomatas, o objetivo é fazer com que esses salários estimulem militares a deixar as forças de segurança sírias e se juntar à oposição, o que poderia acelerar a queda de Assad. O documento final do encontro, obtido por agências internacionais, mostra que os "Amigos da Síria" reconhecem o Conselho Nacional Sírio, que reúne a oposição, como representante legítimo do país.

Durante a reunião, os países do Golfo propuseram armar os rebeldes, uma medida à qual os Estados Unidos, a Turquia e outros países se opuseram. O governo americano não se pronunciou sobre o fundo criado pelos árabes.

O encontro dos ministros em Istambul, que inclui a secretária de Estado americana Hillary Clinton, busca manter a pressão diplomática sobre Assad. Várias autoridades insistiram que ele ponha em prática o plano de pazproposto por Kofi Annan, enviado da ONU e da Liga Árabe ao país. A aceitação do plano por parte de Assad é vista com ceticismo por governos árabes e ocidentais.

O líder do Conselho Nacional Sírio afirmou que a aceitação de Assad ao plano é mais uma "mentira e uma manobra" para ganhar tempo. "Não temos ilusões sobre a possibilidade do sucesso desta missão porque Bashar Al-Assad e o regime sírio não tem credibilidade para empenhar-se no processo político", afirmou Burhan Ghalioun. "Logo vai ser óbvio que o regime não implementará nem a primeira cláusula do acordo.

A polícia turca usou gás lacrimogêneo e bastões para dispersar um grupo de cerca de 40 manifestantes pró-Assad que tentaram se aproximar do local da conferência. Muitos carregavam fotos do líder sírio e bandeiras da China e da Rússia, países que não participam da reunião e que por duas vezes vetaram resoluções da ONU contra a Síria.

Patrimônio Histórico

Igreja centenária de Tia Eva reabre após restauração de R$ 2,2 milhões

Interditado em 2024 por risco estrutural, templo será reinaugurado em 11 de novembro, durante as comemorações dos 100 anos da morte da fundadora da comunidade quilombola

06/11/2026 15h34

Comunidade Tia Eva

Comunidade Tia Eva Reprodução Gov/MS

Continue Lendo...

Campo Grande

CPI do tapa-buraco: definição sobre convocados deve sair na segunda-feira

Em princípio, investigação deve apurar contratos, escolha das empresas e a execução das obras durante mandato de Adriane Lopes

06/11/2026 15h15

Definição sobre nomes convocados deve ocorrer na segunda-feira

Definição sobre nomes convocados deve ocorrer na segunda-feira Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).