A companhia aérea Gol informou nesta segunda-feira (2) a demissão de 131 funcionários da empresa. Outros 28 tripulantes aderiram ao programa de demissão voluntária e 46 pediram licença não remunerada. Com isso, os desligamentos chegam a 205 trabalhadores.
Em nota, a empresa informou que "a medida garante um quadro de tripulantes condizente com as necessidades operacionais". Segundo a empresa os desligamentos ocorreram "para adequar-se à nova realidade do mercado, manter seu plano de negócios disciplinado e a sustentabilidade de sua operação – com segurança e regularidade – (a empresa) reduziu em torno de 80 voos de um total de cerca de 900 operados diariamente."
Sindicato
Segundo o presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), Gelson Fochesato, que participou das negociações, entre os demitidos estão 86 copilotos e 45 comissários de bordo, todos estavam em fase de treinamento. De acordo com Fochesato, as demissões seguiam as determinações da convenção coletiva da categoria, que prevê que os cortes sejam feitos, prioritariamente, entre os funcionários com menos tempo de trabalho na empresa.
“(O resultado da negociação) foi ruim, mas foi dentro da convenção coletiva. (A Gol) se pautou dentro da convenção coletiva (...)”, afirmou. De acordo com ele, a Gol havia feito uma contratação excessiva, à espera de “um crescimento que não aconteceu”.