O fogo no lixo avança para a cerca da Base de Pesquisa Científica da Fazenda São José, da Missão Salesiana, visitada por brasileiros e estrangeiros. Um cão morto enrolado numa lona plástica atrai moscas varejeiras. De entulhos de construção, plásticos, madeira, a computadores velhos, tudo é jogado nessa estreita estrada vicinal do Jardim Cerejeiras, onde a árvore com esse nome é esquecida pela própria história, restando-lhe contentar-se com gigantescas mangueiras, bambuzais e eucaliptos.
O cenário visto sexta-feira repete-se todos os dias, até agora sem qualquer reação dos prejudicados contra a imundície, ou ação policial ambiental para coibir o despejo diário. Além da área de pesquisas, uma instituição que trata crianças com aids funciona próxima a esse “novo” lixão da Capital. Em outro extremo do bairro, apesar do barro, as águas límpidas do Córrego Segredo correm vivas, graças à generosa mata ciliar. Pelo menos ali não correm esgotos, nem produtos químicos são despejados no leito.
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