Em fevereiro deste ano a Associação das Empresas do Transporte Coletivo Urbano (Assetur) baniu o uso de dinheiro nas 172 linhas e, no mês seguinte, apenas um assalto a ônibus foram registrados. Em março do ano passado aconteceram 26 roubos . O índice de assalto caiu para mais de 96%, como resultado imediato da restrição da circulação de dinheiro nos ônibus de Campo Grande.
Até então, trabalhadores e usuários do transporte coletivo eram alvos dos assaltantes, que agiam geralmente à noite e em locais distantes para evitar flagrantes. “No interior dos nossos coletivos praticamente acabou os ataques dos marginais contra passageiros e nossos trabalhadores”, afirma João Resende, diretor presidente da Assetur.
Mas se de um lado a instituição do cartão mostra-se eficiente para combater a violência no interior dos coletivos, usuários temem assaltos nos pontos, fato que também despertou atenção da polícia. A migração desses criminosos para outros alvos e, os passageiros, que esperam pelo transporte no ponto de ônibus, podem ser as novas vítimas desses bandidos.
O comandante-geral da Polícia Militar (PM) no Estado, coronel Carlos Alberto David dos Santos, alerta para a migração dos marginais, que passarão a procurar alvos fáceis para assaltar objetos de valor e pequenas quantias em dinheiro que possam ser trocadas por droga.
“A nossa luta contra o crime eu simbolizo como a luta do gato contra o rato. É assim que age a polícia porque quando uma porta se fecha e ou aumenta o policiamento em determinada área, os bandidos vão para outro local, por isso é imprescindível que a população adote medidas de segurança”, frisou.
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