A saída encontrada até o momento, informa o superintendente, é o interno sair da unidade e receber o tratamento em uma das unidades públicas de atendimento a dependentes químicos na cidade. "Eles já têm saídas programadas, por que não incluir também a saída para o tratamento em local fora da Unei ?", responde e questiona ao mesmo tempo a autoridade.
O PIA é desenvolvido em conjunto com a família do menor apreendido. Vai auxiliar com informações sobre a dependência química e também vai ajudar a equipe que será composta pelas Uneis a acompanhar a evolução do adolescente, "sob pena de ser responsabilizada se for negligente", indica o juiz da Infância e da Juventude do Rio Grande do Sul, João Batista Costa Saraiva, que esteve em Campo Grande na semana passada para seminário sobre a implantação do Sinase.
Atualmente, cerca de 120 adolescentes estão custodiados em Unidades de Internação Educacional (Uneis) em Campo Grande. A implantação do Sinase, além de garantir um plano individual de acompanhamento para cada menor internado, trará outros alguns benefícios, como a visita íntima.
Pela nova lei, os adolescentes que estiverem cumprindo medidas sócio-educativas em unidades de internação poderão receber visitas íntimas - mas apenas para aqueles que forem casados ou que comprovarem relação estável. "A visita será autorizada pelo juiz. Não vai acontecer para qualquer um, apenas aqueles que se enquadrarem no perfil que determina a lei", apontou o juiz da Infância e da Juventude do Rio Grande do Sul, João Batista Saraiva, durante seminário realizado na Capital. "Não queremos um motel Dom Bosco", emendou, referindo-se à visita íntima na maior Unei do Estado, a Dom Bosco.
O superintendente Hilton Villasanti ainda não sabe onde esse tipo de visita vai acontecer nas Uneis. "Muito provavelmente teremos de construir uma sala adequada para isso e estipular horários e dias específicos", declarou.