Por mais de meio século, a ponte de madeira de 150 metros sobre o Rio Miranda, no Passo da Lontra, em Corumbá, representou muito mais do que a integração da região pantaneira pela velha estrada aberta pelo sertanista Rondon, hoje Estrada Parque. Tornou-se um monumento, cartão postal e símbolo de uma região visitada por milhares de turistas e rica em recursos naturais e criatório de bois.
A construção de uma ponte de concreto de grande porte, concluída na semana passada, marca uma nova era de desenvolvimento para aquele destino do ecoturismo e tradicionais fazendas de gado. O tamanho da obra, com extensão de 240 metros, no entanto, impressiona ao mudar um ambiente de muito verde e água, onde nativos levam uma vida simples - e sem pressa.
“Parece mais um minhocão, ou uma sucuri”, batiza Firmino Pereira dos Santos, 69 anos, um dos moradores mais antigos de Lontra, lugarejo situado a apenas sete quilômetros do entroncamento da MS-184 com a BR 262 e a 120 quilômetros de Corumbá. O apelido tem muito a ver: a ponte de R$ 16,4 milhões, edificada pelo Estado, é sinuosa e elevada, para permitir a passagem de embarcações.
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