A placa indicando a sede do distrito está coberta pelo mato. Contra a vontade de todos, a poeira e o barro ainda deixam marcas nas viagens entre Rochedinho e Campo Grande. Dos 32 quilômetros entre a parada de ônibus da Transmec à Avenida Mato Grosso, 15 quilômetros são de chão, uma dureza para quem quer manter o carro em condições de uso. Dali saem leite de vacas mestiças para os moradores e para um laticínio.
No passado, entre as suas terras e as de Rochedo, garimpeiros faiscavam diamantes. Chegavam migrantes baianos, alagoanos e pernambucanos. Hoje, nos quintais, moradores mantêm hortas caseiras, limitando-se a vender hortifrútis apenas no seu entorno. Rochedinho já teve dois mil moradores, reduzindo-se hoje à metade. Cerca de trezentas pessoas moram na área urbana.
O único lazer do lugar é um clube com a pintura da parede frontal descascada, ao lado da Escola Municipal Barão do Rio Branco (100 alunos), onde funciona um telecentro. As igrejas Nossa Senhora Aparecida (Católica), Deus é Amor e Assembléia de Deus – Missões costumam promover festas durante o ano.
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