Problemas técnicos, manifestações e discursos de políticos locais geraram alguns momentos constrangedores durante o primeiro dia da 1ª Bienal Brasil do Livro e da Leitura, que começou ontem (14), em Brasília (DF). Até a palestra do homenageado internacional do evento, o poeta nigeriano Wole Soyinka, ganhador do Prêmio Nobel de Literatura de 1986, foi prejudicada.
O primeiro constrangimento para o governo do Distrito Federal, organizador do evento, aconteceu ainda durante a cerimônia de abertura, quando um grupo de professores da rede pública realizou um protesto barulhento. Eles exigiam do governo distrital o atendimento às reinvindicações da categoria, em greve há mais de um mês.
As vaias, palavras de ordem e apitos só cessaram quando o microfone foi passado a Soyinka. Bem-humorado, o escritor de 77 anos fez piada com a situação, dizendo jamais ter imaginado que os livros e a literatura fossem capazes de provocar tamanha euforia.