O julgamento do ultradireitista Anders Behring Breivik pelos atentados de 22 de julho, nos quais morreram 77 pessoas, começa nesta segunda-feira colocando a Noruega de novo e ao longo de dez semanas diante da maior tragédia nacional em décadas.
O primeiro relatório psiquiátrico determinou esquizofrenia paranoide no autor dos crimes e que ele agiu em estado psicótico, por isso pelas leis norueguesas não poderia ser condenado à prisão, mas internado em uma instituição psiquiátrica. Diante do pedido do tribunal, outra equipe de psiquiatras, após as críticas ao primeiro diagnóstico e cujo resultado foi divulgado nesta semana, fez um segundo exame, que concluiu que Breivik não estava perturbado e, portanto, sim é penalmente responsável.
As autoridades norueguesas e os diferentes grupos de apoio às vítimas preparam-se há meses para essa etapa do processo. Tanto o tribunal de Oslo quanto os demais juizados onde será possível acompanhar o julgamento, contarão com reforço, além de policial, de equipes médicas.