Descontentes com a proposta de reajuste salarial, de 5% a 8,13%, apresentada na sexta-feira pelo governador André Puccinelli (PMDB), policiais civis, militares e bombeiros ameaçam “jogar pesado” para obter correção maior, de 25% a 89% a partir do dia 1º de maio. Com objetivo de pressionar o Governo, as três corporações prometem “tolerância zero” com a criminalidade e insinuam até realizar “operações especiais” contra contraventores, como os vendedores do jogo do bicho.
O primeiro a anunciar a prisão de todos os “bandidos” foi o Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol), que aprovou a operação na sexta-feira à noite. De acordo com a entidade, a partir desta semana, os “policiais civis vão fazer o que determina a lei”. Eles exigem reajuste de 25%, mas o Governo propôs 8,13%, o que signifca ganho real de 2,89 pontos percentuais em relação a inflação oficial, calculada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que está acumulada em 5,24% nos últimos 12 meses.
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