O Ministério Público de Vinhedo denunciou, nesta quarta-feira, 12 funcionários do Hopi Hari pela morte da adolescente Gabriela Yukari Nichimura, em fevereiro deste ano. A menina estava em uma cadeira que deveria estar desativada, no brinquedo chamado Torre Eiffel.
Ela caiu de uma altura de aproximadamente 30 metros, sofreu traumatismo craniano e morreu em seguida. Entre os acusados, estão o presidente do parque, Armando Pereira Filho, e o gerente geral de manutenção e projetos, Stefan Fridolin Banholzer. Para o promotor criminal Rogério Sanches, houve uma sucessão de erros humanos que contríbuiram para o acidente. "A falha foi de inúmeras pessoas. Se uma delas não tivesse ocorrido, a menina hoje estaria viva", enfatiza Sanches. Ainda de acordo com o promotor, os problemas na atração começaram desde a instalação em 1999.
"A Torre Eiffel cerca o elevador em um formato quadrado porque o brinquedo que seria colocado também era em formato quadrado, mas depois de construída a estrutura, o parque mudou de fornecedor, e novo elevador tem um formato pentagonal". Com isso, o brinquedo passou a comportar mais oito lugares. Os doze funcionários podem ser indiciados por homicídio culposo - sem intenção de matar - com pena entre um a três anos se a Justiça aceitar a denúncia.