Vinte e um empregadores de Mato Grosso do Sul fazem parte de uma lista negra nacional de patrões flagrados mantendo trabalhadores em condições análogas as de escravos. Atualmente, 291 empresários integram essa relação e, como consequência disso, não conseguem linha de crédito em bancos públicos e são excluídos da condição de fornecedores de algumas redes de supermercados brasileiras. A informação partiu do coordenador do Comitê Estadual de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (Cetrap), Wallace Faria Pacheco.
Conforme o cadastro, atualizado no dia 13 de abril deste ano, os empregadores surpreendidos em situação irregular no Estado são produtores rurais dos municípios de Camapuã, Brasilândia, Chapadão do Sul, Coxim, São Gabriel do Oeste, Porto Murtinho, Bonito, Dourados, Cassilândia, Campo Grande, Corguinho, Selvíria, Bandeirantes, Iguatemi, Água Clara e Alcinópolis.
De acordo com Wallace Faria, que também é chefe da seção de inspeção do trabalho da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Mato Grosso do Sul, o empregador só é excluído do cadastro se em dois anos não reincidir na exploração de trabalhadores.
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