A terra de 160 mil hectares, disputada entre os índios kadiwéu e fazendeiros, em Corumbá e Porto Murtinho, está avaliada em aproximadamente R$ 640 milhões, conforme um dos produtores da região em conflito. A disputa milionária envolve 30 pecuaristas e 1,3 mil indígenas e se arrasta há 31 anos, quando a reserva de 538,5 mil hectares foi homolagada pelo Governo federal. Também são os fazendeiros que informam a ocupação pelos indígenas de 13 destas propriedades, movimento iniciado após decisão favorável no Supremo Tribunal Federal (STF), no dia 2 deste mês, ao concluir que são nulos os 186 títulos de propriedades concedidos a fazendeiros e agricultores dentro da reserva Caramuru-Catarina Paraguassu, dos índios pataxó, no sul da Bahia – uma área de 54 mil ha.
Apesar da área estar situada em área isolada, as propriedades são valorizadas no mercado, segundo o produtor rural Diógenes Domingues de Moura, 62 anos. Ele estima que o hectare custe entre R$ 4 mil e R$ 4,5 mil. Isso significa que o total da área em conflito vale de R$ 640 milhões a R$ 720 milhões na região. Levantamento da Prefeitura de Corumbá em 2010, para o cálculo do Imposto Territorial Rural (ITR), que é abaixo do valor do mercado, estima que o valor das fazendas são de R$ 80 milhões, considerando-se o custo de R$ 500 o hectare.
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