O advogado Ércio Quaresma surgiu na defesa do goleiro Bruno de Souza ainda antes do atleta ser preso, em 7 de julho de 2010. Assim que a informação de que a ex-amante de Bruno Eliza Samudio havia sido sequestrada e morta foi dada pela polícia, o defensor entrou em cena. Primeiro pelas palavras e expressões fortes proferidas durante as dezenas de entrevistas que concedeu. Depois pelas confusões em que esteve envolvido.
Como na vez que invadiu uma das salas do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) para interromper a entrevista do delegado Edson Moreira e cobrar cópias do processo, que até aquele momento não haviam sido repassadas aos advogados. Até ser chamado à atenção pela juíza Marixa Fabiane porque dormia em audiência e o afastamento da defesa do goleiro depois da suspensão determinada pela OAB-MG, logo após ter revelado que era dependente químico, na época usuário de crack.
Dois anos depois do desaparecimento de Eliza, Quaresma voltou ao caso e segundo ele, recuperado da dependência e pronto para defender seu novo cliente, desta vez o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, de quem diz ser amigo pessoal. Bola é acusado de ser a pessoa que estrangulou e depois sumiu com o corpo de Eliza, não sem antes, segundo a polícia, supostamente esquartejá-la e jogar pedaços aos cães que tinha em casa.