O caminho ideal para evitar o consumismo excessivo em crianças e adolescentes não pode ser a proibição da publicidade infantojuvenil, defende o presidente da Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq), Synésio Batista da Costa. De acordo com ele, a relação de crianças e adolescentes com a propaganda deve ser responsabilidade das famílias e, como a decisão pela compra de um produto cabe aos pais, não se pode enxergar a publicidade como uma vilã.
“O Estado já regula muita coisa, e é um absurdo ele também tutelar a forma como as famílias vão educar seus filhos. Se houver proibição da propaganda infantil na televisão, as crianças vão buscar informação em outros meios, como a internet. A família brasileira tem maturidade suficiente para criar seus filhos e nunca houve trauma em nenhuma família porque as crianças assistiram a propagandas”, disse. Para Costa, a propaganda feita no Brasil é “criativa, saudável e inofensiva”. “As crianças percebem a mensagem e se emocionam, tornam-se mais espertas”, completou.
Para muitas famílias, o assunto causa preocupação. Com o objetivo de evitar que as crianças sejam incentivadas ao consumismo, muitos responsáveis tentam explicar que nem sempre é possível comprar o que se deseja.