Mesmo com chuvas acima da média entre os meses de abril e maio, e provavelmente em junho, as queimadas identificadas este ano em Mato Grosso do Sul já superam, e muito, as registradas entre janeiro e junho do ano passado. Até ontem, os satélites já haviam registrado 752 focos de calor no Estado. De janeiro de 2011 a 10 de junho do mesmo ano, foram 349. Aumento de 115%.
O analista ambiental do PrevFogo, Alexandre Pereira, do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama/MS), afirma que 85% desse focos ocorreram em Corumbá, na fronteira com a Bolívia. “Naquela região, houve períodos de grande estiagem entre os meses de abril e maio”, comentou. Esses incêndios florestais, segundo Pereira, começaram no país vizinho e se alastraram, até chegar ao território corumbaense.
Se em meses de pouca estiagem já foi assim, o Ibama acredita que a situação deve se agravar nos próximos meses. A previsão do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) para Mato Grosso do Sul indica muita seca para julho, agosto e setembro, o que já colocou o órgão em alerta.
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