A reconstituição da morte do diretor executivo da Yoki, Marcos Kitano Matsunaga, vai apontar que a versão que a ré confessa deu para explicar o crime é "impossível", afirma o promotor José Carlos Cosenzo. Responsável pela denúncia contra Elize Kitano Matsunaga, que está presa pelo assassinato, o promotor afirma que os apontamentos iniciais do "laudo da reprodução simulada" mostrarão que Elize mentiu ao explicar a morte.
“Tenho informações da polícia e dos peritos que esse laudo vai apontar que Elize mentiu sobre como matou o marido. A partir de outros laudos técnicos e exames analisados na reconstituição, será possível afirmar que essa versão dela sobre como matou Marcos é inverídica, impossível e mentirosa”, afirmou o promotor.
O laudo está em andamento no Núcleo de Perícias em Crimes contra a Pessoa do Instituto de Criminalística da Polícia Técnico Científica de São Paulo. O laudo da reconstituição deverá ser entregue ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) até 20 de julho, de acordo com peritos.
Segundo o promotor, os apontamentos contradizem o que Elize apresentou no seu interrogatório à Polícia Civil. De acordo com o promotor, ao menos duas incongruências principais entre o que ela disse e o laudo vão aparecer no documento: a distância do tiro e a posição dela e da vítima no apartamento.