Onde e em que faixa horária ocorreram os 48,6 mil acidentes de trânsito entre 2006 e 2010? Com esse desafio, a equipe da pesquisadora Sônia Maria Oliveira de Andrade, do Centro de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), surpreendeu-se com a taxa de 1,12 mortes a cada 48 horas em Campo Grande.
“Se continuarmos convivendo com esses números absurdos, caminharemos para uma catástrofe”, prevê Sônia de Andrade. Ela puxa o bloco de cópias dos originais com os números da Organização Mundial de Saúde (OMS): o trânsito faz 1,2 milhão de vítimas por ano no mundo. A Austrália tem sete mortos por 100 mil habitantes/ano, o Brasil, 18, e Campo Grande, 29,8.
Relatório final elaborado pela equipe será entregue até o dia 28 próximo ao Departamento de Ciência e Tecnologia, do Ministério da Saúde. Esse órgão e a Fundação de Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia de MS financiaram o trabalho de caracterização epidemiológica e espacial da Capital no período pesquisado.
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