A juíza Elisabeth Rosa Baisch, da 36ª Zona Eleitoral, confirmou a sua determinação aos policiais federais de “invadirem” o Correio do Estado para vasculharem se o material havia a publicação de pesquisa eleitoral sobre o desempenho dos candidatos a prefeito de Campo Grande. Ela disse não se tratar de busca e apreensão do material jornalístico. “Eu não preciso necessariamente expedir um mandado. Eu posso dar uma decisão que ela sirva como mandado”, explicou sobre a atuação da Polícia Federal na empresa
A magistrada ressaltou a importância de sua decisão para impedir a publicação nem que seja necessária conferir o material na gráfica. A punição para o não cumprimento da decisão judicial, segundo ela, seria pagamento de multa de R$ 50 mil a R$ 100 mil. “Acontece que se fosse simples assim, você não garante qualidade de força. Então aquele candidato mais rico, que pode mais {publica e paga a multa}”, disse. Os candidatos que pediram a impugnação da pesquisa foram Alcides Bernal (PP) e Reinaldo Azambuja (PSDB), este último é o mais rico dos concorrentes, com uma fortuna avaliada em R$ 32.688,121.
A juíza declarou ter tomada a decisão às 20h para verificar se a pesquisa estava sendo publicada no jornal, na edição de quinta-feira (30), diante da suposta resistência do editor executivo do jornal, Ico Victório, de assinar a notificação. Só que o jornalista assinou, sob coação e ameaça de prisão, às 19h45min.
Mas, para ela, o jornalista ofereceu resistência em assinar a notificaçõe e, por isto, decidiu pedir reforço policial. A juíza tomou a decisão às 20h05min e em torno das 21h45min ocorreu a invasão à sede do Correio do Estado com agentes da PF armados para vasculharem todos os computadores. O funcionário Valdenor Magalhães foi obrigado a ligar todos os equipamentos para serem averiguados. Como não encontraram a pesquisa, que não existia, eles foram ao parque gráfico.
Leia mais no jornal Correio do Estado