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Volvo promete lançar um modelo por ano no Brasil

Volvo promete lançar um modelo por ano no Brasil

Redação

12/09/2012 - 12h30
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Mesmo com todas as adversidades, Paulo Solti, presidente da Volvo Car Brasil, não acredita que 2012 esteja perdido. O executivo que está há menos de um ano no comando da subsidiária brasileira, disse ao BRASIL ECONÔMICO que serão comercializados este ano 4,2 mil automóveis da marca por aqui. Volume menor que o do ano passado, mas ainda substancial para uma marca que concorre em um mercado de 35 mil unidades e com cerca de sete empresas mais consolidadas que a Volvo.

“Com o aumento do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) em 30 pontos percentuais tivemos que rever nossos planos mas, mesmo assim, será um ano bom se compararmos com 2010”, disse o executivo. Naquele ano, a empresa vendeu no país 2,5 mil automóveis.

Diferentemente de outras marcas de carros importados, a Volvo não está de “mãos atadas” esperando uma definição do Novo Regime Automotivo do país para planejar o próximo ano. Segundo Solti, a subsidiária brasileira já enviou para a matriz, sua previsão de vendas do próximo ano. “A expectativa é chegar ao volume de 5 mil unidades, equivalente ao que vendemos em 2011, o nosso melhor ano no país”, disse.

Para atingir essa meta, mesmo com um mercado mais concorrido, Solti aposta em novos produtos. Segundo ele, nos próximos quatro anos serão lançados no Brasil um modelo por ano. Em outubro, a marca vai apresentar no Salão do Automóvel de São Paulo o V40, um hatch médio considerado o veículo mais seguro do mundo. Hoje, a marca tem um portfólio de cinco modelos no país.

De acordo com estimativas da Volvo, em 2017 o mercado de carros premium no Brasil chegará a marca de 120 mil unidades. As vendas totais de veículos no país serão de 5 milhões. “Em 2013, acredito que as marcas de luxo presentes por aqui devem comercializar 60 mil automóveis. Esse volume era para ser atingido em 2011, se o governo não tivesse publicado a medida do super IPI.

“Para 2013 e os próximos anos as projeções são extremamente positivas. Por isso, é fácil convencer a matriz dos investimentos no país”, afirmou o executivo.

Quanto Solti fala em investimento, ele ressalta que é em uma unidade de produção brasileira. Segundo ele, a Volvo chegou a estudar a abertura de uma fábrica no país para abastecer o mercado doméstico e o latino-americano. “Isso antes do aumento do IPI. Agora, estamos aguardando a publicação do Regime Automotivo para definirmos se é ou não um bom negócio investir no Brasil”, ressaltou o executivo.

A Volvo, segundo ele, está de olho nos países do BRIC. E a marca sueca, que faz parte de uma companhia chinesa, a Geely, vai abrir mais três fábricas na China. Hoje, a marca tem somente duas unidades no mundo uma na Suécia e outra na Bélgica que abastecem o mundo inteiro. “O Brasil está no radar. O que dificulta é essa indefinição da nova regra”, afirmou Solti.

Por enquanto, o único planejamento para o país é o aumento da rede de concessionárias da marca. Segundo o executivo, a Volvo deverá abrir mais 25 revendas em dois anos. A meta é deter 50 lojas no Brasil em 2014.

“Temos que reforçar nossa equipe de vendas por aqui. Vamos iniciar a concorrência para a entrada de novos grupos de concessionários. Hoje, temos 12 que responsáveis por nossas concessionárias”, disse Solti. Além disso, a Volvo vai concentrar seus esforços no Sul e Sudeste do país. Segundo o executivo, 80% das vendas da marca são realizadas nessas regiões.

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