Pátios de delegacias do interior do Estado, principalmente de cidades localizadas na região de fronteira, lotados. Não há mais espaço para guardar veículos apreendidos após serem usados em ações criminosas, roubo, furto, receptação, contrabando e até o tráfico de drogas. Enquanto os processos se arrastam na justiça, eles permanecem sem o devido destino.
“São veículos apreendidos, na grande maioria, com drogas. Os inquéritos, mais de 90%, já foram concluídos e cometidos ao poder judiciário, no entanto a justiça do Mato Grosso do Sul não recebe os veículos que foram apreendidos com o tráfico, então eles ficam nas delegacias”, garantiu o delegado regional, Antônio Carlos Videira.
Quem passa pelo 2º Distrito Policial de Dourados pode ver os veículos empilhados. Carros antigos e até modelos novos com pouco tempo de uso empilhados, como se fossem sucatas amontoadas em ferros velhos.
“Carros novos aqui que dá até dó de ver, a gente olhando e puxa vida, tanta gente precisando de carro e os carros apodrecendo”, relatou um morador da cidade.