Um grupo de moradores do Bairro Moreninhas II, em Campo Grande, busca ajuda da Defensoria Pública para resolver um impasse com a Empresa Energética de Mato Grosso do Sul (Enersul). Conforme relata um dos moradores, desde 2009 eles recebem notificações para deixarem suas casas, devido a proximidade com uma torre de alta tensão, instalada na região.
“Recebemos várias notificações, mas precisamos de uma proposta decente para abandonarmos nossas casas”, afirma Eldo Bernardes Bueno.
O morador explica que comprou o terreno no bairro há 15 anos e, antes de iniciar a construção da casa que mora hoje com a família, consultou a prefeitura para ter informações.
“Na época mostraram o mapa que a torre de alta tensão abrange e confirmaram que a área da minha residência não teria problemas e, por isso, autorizaram a construção. Além de morar nesse local, eu e minha família também dependemos financeiramente dele, pois temos uma mercearia”, conta Eldo.
A dona de casa Débora Mota Vieira mora na quadra oposta ao comerciante e teme pela segurança da família, que tem 3 crianças, desde que soube dos riscos de estar tão próxima da instalação da torre.
Sueli Sindo de Alencar é a que reside mais próxima da torre de alta tensão. Ela afirma que já realizou com a família aproximadamente R$ 15 mil reais de investimentos na casa. Assim como a vizinha Débora, tem interesse em sair do lugar, mas também reivindica uma proposta de moradia.
Todos os moradores afirmam ter recebido funcionários da EMHA – Agência Municipal de Habitação de Campo Grande - para realização de cadastros, mas até agora não possuem nenhuma resposta oficial.
A Defensoria Pública de Campo Grande avalia como o caso dos moradores será encaminhado.
Fonte: Defensoria Pública de MS