Acusado de envolvimento na morte do presidente da Câmara de Alcinópolis, o réu Aparecido de Souza Fernandes, mais conhecido como “Cido”, alegou inocência na manhã de hoje (26), diante do conselho de sentença da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, onde está sendo julgado. O vereador Carlos Antônio da Costa Carneiro foi assassinado em 26 de outubro de 2010 e o réu era o único acusado que ainda não havia sido submetido a júri.
Durante a sessão, Aparecido disse que foi contratado por Irineu Maciel, vulgo “Vaca Magra”, para levá-lo até o Hotel Vale Verde, região central da capital, onde este receberia um dinheiro. Ele contou ainda que ouviu os disparos de arma de fogo, mas não sabia o que estava acontecendo e não imaginou que Irineu pudesse estar envolvido.
Após os tiros ele acatou a determinação de Irineu para que os dois saíssem do local. A versão foi confirmada por Irineu, que prestou depoimento durante o julgamento e garantiu que Aparecido é inocente.
Já o prefeito de Alcinópolis, Alcino Carneiro, espera que os mandantes do crime que vitimou seu filho também sejam julgados.
O então prefeito da cidade, Manoel Nunes da Silva; o atual presidente da Câmara, Valter Roniz Dias de Souza; o suplente Valdeci Lima de Oliveira e o vereador Eliênio Almeida de Queiroz foram presos, mas já estão soltos e voltaram a ocupar seus respectivos cargos. Apenas Manoel ficou impedido pelo STJ (Supremo Tribunal de Justiça) de voltar para a prefeitura
Caso
Conforme a denúncia, no dia 26, ao lado do Hotel Vale Verde, na região central de Campo Grande, Irineu matou a tiros o vereador Carlos Antônio. Aparecido também teve participação no crime porque transportou Irineu em uma motocicleta até o local dos fatos e o auxiliou na tentativa de fuga.
Os réus foram presos em flagrante, após perseguição de policiais civis. Irineu e Valdemir Valsan acusados, respectivamente, de serem o executor e o intermediador do assassinado, foram condenados a 19 e 18 anos de prisão.