O comércio ilegal de madeiras provenientes da Amazônia, África Central e do Sudeste Asiático movimenta de US$ 30 bilhões a US$ 100 bilhões por ano, conforme levantamento do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e pela Interpol.
De acordo com o relatório Carbono Verde: Comércio Negro, esse mercado é responsável por 90% do desmatamento de florestas tropicais no mundo. O documento aponta ainda que de 50% a 90% da exploração de madeiras nas três regiões do globo é feita pelo crime organizado e lista 30 maneiras usadas para obter o produto e "lavar" a madeira ilegal.
O trabalho cita caso ocorrido no Brasil em 2008. Hackers pagos por madeireiros ilegais no Pará acessaram licenças de corte e transporte, que levaram ao roubo estimado de 1,7 milhão de metros cúbicos. Foram identificadas 107 empresas, que acabaram processadas em US$ 1,1 bilhão.