Dividido há 35 anos, em 11 de outubro de 1977, Mato Grosso cresce . Quem apostava no atraso do Norte equivocou-se. Um dos dispositivos indenizatórios da Lei obrigava a União a amparar financeiramente por dez anos o antigo estado, compensando-o pela perda de parte do seu território. A maioria das contas foi paga e os respectivos caixas conheceram superávit já nos anos 1990. Mato Grosso do Sul também cresce.
Mato Grosso consolidou-se. É capaz de suprir suas necessidades energéticas internas, sejam residenciais, comerciais ou industriais, informa o secretário de indústria, comércio, minas e energia, Pedro Nadaf. “Temos 49 pequenas centrais hidrelétricas em operação e outras 13 em construção. Somos o oitavo exportador brasileiro (4,34% do volume nacional) e o segundo estado com maior número de PCHs (capacidade instalada até 30 megawatts)”, ele enfatiza.
Nadaf vai além: “Temos alternativa de geração pela termelétrica Mário Covas, de ciclo integrado e que tem duas matrizes: o gás natural e o diesel”.
Quando o presidente Ernesto Geisel (**) assinou a Lei Complementar número 31, criando o Estado de Mato Grosso do Sul. Vista como “uma barbaridade” pelo governador daquele período, o engenheiro civil (formado pela Escola Politécnica da Bahia) José Garcia Neto, a divisão venceu a tese dele, de “Estado uno” e derrubou todos os argumentos favoráveis à manutenção da antiga situação geopolítica.
Leia mais no jornal Correio do Estado