A estante envernizada na entrada do escritório da Rua XV de Novembro guarda mais de duzentos exemplares de livros, alguns raríssimos. “Bom dia!” – diz Wilson Barbosa Martins, 93 anos, cumprimentando efusivamente as pessoas que o aguardam. Perguntado a respeito dos dois livros com histórias do Barão de Mauá, diz: “Foi um grande empreendedor, um homem digno, grande brasileiro”. O barão e visconde Irineu Evangelista de Souza, comerciante, armador, banqueiro e industrial, muito contribuiu com o Império Brasileiro.
O ex-prefeito, deputado, senador e governador dá expediente diário a partir das 8h e, a cada 15 dias, visita a Fazenda São João, sua propriedade, a cem quilômetros de Campo Grande, no município de Rochedo.
Dos seus governos (1983-1986 e 1995-1999): “Valorizei companheiros daqui e de fora, e estes só trouxeram benefícios: Olavo Vilela de Andrade, meu secretário de obras, veio de Minas Gerais, trabalhou bem”.
Relacionou-se normalmente com o Estado de São Paulo, atualmente às turras com Mato Grosso do Sul, em consequência da desoneração do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, a conhecida “guerra fiscal”. “De minha parte, a ciumeira não me ataca. São Paulo sempre foi um estado grande e arrogante, basta olhar para o seu dístico: Non ducor duco (Não sou conduzido, conduzo).
“A divisão teve na ponta extrema a pessoa histórica de Vespasiano Barbosa Martins, que foi o nosso político maior”, afirma Martins, pai de três filhos, avô de sete netos e “uma penca” de bisnetos.
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