Nelas aparecem a data da construção, nome da empreiteira que tocou a obra, mas não é citado o nome do político da época, responsável pela construção da vila, erguida por meio de uma cooperativa, a então Cooperativa Habitacional dos Comerciários de Campo Grande.
“Quem mais brigou pela construção das casas foi o ex-prefeito Levi Dias, lembro-me que no dia da inauguração teve foguetório, uma grande festa. E na placa que sumiu havia o nome dele e gostaríamos que isso fosse preservado”, disse Lemes que, à época, em 1972, era gerente de uma empresa de transporte coletivo, a Avenida, que cumpria apenas um itinerário na cidade, da Igreja Perpétuo Socorro, na Avenida Afonso Pena, até a Praça Ary Coelho, conhecida antes como Jardim.
Levi Dias foi prefeito de Campo Grande por duas ocasiões (1973-1975 e de 1980-1982). Ele integrava a Aliança Renovadora Nacional, sigla que dava sustentação política ao governo militar, surgido a partir do golpe militar de 1964.
Em 1972, Levi Dias, hoje com 74 anos de idade, era deputado estadual.
A briga pela revitalização da praça dos Comerciários é antiga, mas oficialmente, por meio de um manifesto recrutado por 300 assinaturas, em abril passado, o pedido alcançou as mãos do prefeito Nelsinho Trad (PMDB).
Alba era a dona do imóvel onde as casas foram construídas, 247 conforme o projeto original. De nacionalidade espanhola, a proprietária foi celebrada com o nome da vila e, além disso, as vias da região levam os nomes das principais cidades da Espanha, como Madri, Oviedo, Cadiz, Colon e Valência.