Claudemir Pinheiro da Silva tem 40 anos de idade e ainda cumpre uma jornada de trabalho que exige o fôlego de atleta resistente e persistente. Ele e 266 colegas pegam sacos com lixo domiciliar, às vezes cortam as mãos, quebram o pés e, ainda assim, correm para encher os caminhões que, todo dia tiram das ruas de Campo Grande 665 toneladas de resíduos produzidos pela população.
Silva não é gari, nem lixeiro e, sim, coletor de resíduos sólidos, profissão que orgulha e ganha o suficiente para tratar da mulher e os cinco filhos.
Criada no Brasil há 136 anos, a profissão dos coletores de resíduos sólidos é comemorada no 21 de outubro.
A missão de Claudemir da Silva, nascido em Dourados, é conhecida como amontoador - aquele que junta os resíduos para os coletores catarem e porem no caminhão.