Nioaque voltou ao Brasil Imperial ao reviver na manhã de ontem a explosão da Igreja de Santa Rita, na qual morreram oito soldados e voluntários do Exército Brasileiro na Guerra do Paraguai, passados 145 anos.
A manifestação teatral nesta cidade a 187 quilômetros de Campo Grande foi assistida às 11h de ontem, na Praça dos Heróis, por cerca de trezentas pessoas, entre as quais, 80 participantes da 8ª Marcha da Retirada da Laguna, o mais brilhantes episódio da guerra, imortalizado no livro escrito por Alfredo D’Escragnolle Taunay.
Pintada em paredes de madeira, a fachada das casas comerciais e de moradia reconstituiu ao máximo o modelo original. Era mesmo uma vila bonita.
O locutor militar empolgou o público, narrando a situação do templo religioso antes da explosão. “Lá dentro havia instrumentos musicais, munições. Os paraguaios espalharam rastilhos de pólvora antes da chegada da coluna que acampou no entorno da igreja”.
O som orquestrado em CD de Jean Michel Jarré mudou em seguida para Vivaldi, tornando mais enfática ainda a narração feita pelo segundo militar. Hombres, destruyan tudo!
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