O Cascudo não é mais o mesmo, embora ainda seja possível ver os trilhos do trem e ouvir o canto do galo em alguns quintais. A conclusão das obras do Centro de Belas Artes e da Orla Ferroviária mexem com o coração dos moradores e comerciantes da movimentada Avenida Euler de Azevedo.
“Aqui os carros ainda descem na toda”, conta Edegar Freitas Ferreira, 57 anos.
A principal via de acesso à Coophasul, Vila Nasser, José Abrão, Detran, e à saída para Rochedo e Rochedinho foi reduzida de 6,6 km para 1 km de extensão, após o seu prolongamento receber o nome de Avenida Dom Antônio Barbosa, arcebispo da Capital.
"Vai ou Racha"
Dono da loja “Vai ou Racha”, cujo prédio ocupava uma esquina inteira, o mato-grossense Luziano dos Santos notabilizou-se também pela solidariedade com pessoas pobres, humildes, e com obras sociais da Igreja Católica.
A praça já mudou de nome três vezes: foi São Tomé, São Francisco e agora é Julio Lugo.
Até hoje, porém, nenhum vereador que conhece bem a Capital preocupou-se em homenagear Luziano, que morreu aos 90 anos em 2004.
“Do trem para cá, em cima da carroça, a mercadoria era variada” , lembra Irani dos Santos, uma das filhas do comerciante. “Antes de ganhar supermercado, o povo do São Francisco se abastecia aqui”, aponta o filho Jair.
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