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Campo Grande

Baixada do Cascudo não resiste à modernidade

Baixada do Cascudo não resiste à modernidade

Redação

30/10/2012 - 00h00
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O Cascudo não é mais o mesmo, embora ainda seja possível ver os trilhos do trem e ouvir o canto do galo em alguns quintais. A conclusão das obras do Centro de Belas Artes e da Orla Ferroviária mexem com o coração dos moradores e comerciantes da movimentada Avenida Euler de Azevedo.

 “Aqui os carros ainda descem na toda”, conta Edegar Freitas Ferreira, 57 anos.

A principal via de acesso à Coophasul, Vila Nasser, José Abrão, Detran, e à saída para Rochedo e Rochedinho foi reduzida de 6,6 km para 1 km de extensão, após o seu prolongamento receber o nome de Avenida Dom Antônio Barbosa, arcebispo da Capital.  

"Vai ou Racha"

Dono da loja “Vai ou Racha”, cujo prédio ocupava uma esquina inteira, o mato-grossense Luziano dos Santos notabilizou-se também pela solidariedade com pessoas pobres, humildes, e com obras sociais da Igreja Católica.

A praça já mudou de nome três vezes: foi São Tomé, São Francisco e agora é Julio Lugo. 

Até hoje, porém, nenhum vereador que conhece bem a Capital preocupou-se em homenagear Luziano, que morreu aos 90 anos em 2004.

“Do trem para cá, em cima da carroça, a mercadoria era variada” , lembra Irani dos Santos, uma das filhas do comerciante.  “Antes de ganhar supermercado, o povo do São Francisco se abastecia aqui”, aponta o filho Jair. 

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