A Justiça de São Paulo ouve nesta segunda-feira, no Fórum Criminal da Barra Funda, cinco testemunhas do caso da morte do empresário Marcos Matsunaga, para decidir se a viúva dele e assassina confessa, Elize, irá a júri popular. Entretanto, como uma testemunha de defesa ainda precisa ser ouvida em Curitiba (PR), no próximo dia 26, o interrogatório da acusada continua sem data para ocorrer e a decisão sobre o julgamento deve ficar para o ano que vem, segundo previsão do Tribunal de Justiça (TJ-SP).
Outras cinco testemunhas já prestaram depoimento à Justiça no dia 10 de outubro. Hoje, seis pessoas seriam ouvidas, mas uma delas não foi localizada: Nathalia Vila Real Lima, suposta amante do empresário da empresa de alimentos Yoki, apontada como pivô do crime, convocada pela defesa.
Elize, que aguarda o julgamento presa em Tremembé (SP), chegou ao tribunal pouco antes das 10h, mas a audiência, presidida pelo juiz Adilson Paukoski Simoni, só começou às 11h. O primeiro a depor foi o delegado Valter Sergio de Abreu, que participou da fase inicial das investigações, quando o corpo da vítima ainda não havia sido localizado e o caso era tratado como sequestro. Ele falou apenas por 20 minutos.
A segunda pessoa a depor foi uma prima de Marcos, Cecilia Yone Nishioka, que falou por mais de uma hora sobre o relacionamento do casal. Ela, entretanto, pediu para que Elize fosse retirada do plenário - a acusada tem direito de assistir aos depoimentos, desde que as testemunhas não se oponham.
À tarde, outras três pessoas serão ouvidas: dois peritos criminais e a babá que cuidava da filha de Marcos e Elize, Maricéia José Gonçalves dos Santos. A defesa, que a convocou como testemunha, dispensou a babá, mas a acusação fez questão de ouvi-la e, com isso, ela será a ultima a depor.