Ao menos 250 catadores que exploram o lixão da Capital, que deve ser desativado até a segunda quinzena de dezembro, resistem à ideia de deixar o local e irem para a Unidade de Tratamento de Resíduos (UTR).
O lixão funciona há duas décadas e, a partir do dia 21, quarta-feira, será substituído por um aterro sanitário que será administrado pelo consórcio CG Solurb, vencedor da licitação que escolheu o empreendimento que vai explorar a coleta e tratamento do lixo no município por 25 anos.
Ontem à tarde, o superintendente executivo da Solurb, Élcio Terra, esteve no local para tentar resolver o impasse. Ao menos 100 catadores participaram da reunião promovida em frente ao lixão. Houve bate boca e até ameaça entre os catadores, que se desentenderam ao ouvirem as propostas do executivo.
“O que vamos fazer, temos filhos, contas para pagar, precisamos comprar comida. E ai?”, queixou-se Fernando Rodrigues, 39, 13 dos quais trabalhando como coletor no lixão.
A Prefeitura constrói em frente ao lixão uma usina de recicláveis, mas a obra deve ficar pronta daqui três meses, em fevereiro. “Não dá para ficarmos parados todo esse tempo”, disse José Pedro, 38, coletor há 12 anos. Pedro e Rodrigues disseram que com a coleta de recicláveis, como garrafas Pet, eles recebem em torno de R$ 2 mil mensais.