Metade das cinco mil vagas temporárias de Mato Grosso do Sul, deste final de ano, corre o risco de não ser preenchida. A falta de qualificação dos trabalhadores é o principal motivo, mas não o único – a dificuldade em encontrar funcionários, principalmente nos setores de comércio e serviços, se deve também, ao não comprometimento dos candidatos com o emprego.
A alta demanda do mercado tem impulsionado o troca-troca de empresa, inclusive, de tipo de trabalho. Em busca de melhores salários com menor carga horária, muitos são os que “pulam de galho em galho” sem pensar duas vezes.
O empresário Diogo Wendling conhece bem esse cenário e está assustado com a alta rotatividade do seu setor, o de restaurantes.
“Já tive cozinheiro que saiu para ser mecânico, garçom que foi pra construção civil. Mesmo a gente oferecendo qualificação, oportunidade de crescimento na empresa, eles não ficam – trocam de emprego a cada dois, três, seis meses, um ano, no máximo”, conta.
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