O Primeiro Comando da Capital (PCC), grupo criminoso de grande atuação no Brasil, também está presente no Paraguai e na Bolívia. Segundo o jornal boliviano La Razón, Mato Grosso do Sul é uma das principais rotas de entrada da organização.
Segundo o diretor nacional da Força Especial de Luta contra o Narcotráfico (FELCN), coronel Gonzalo Quezada, o PCC da Bolívia é formado por três grupos ligados a estados brasileiros que fazem fronteira com o país. "Ozzie Dorado, que está foragido, é um dos cabeças mais conhecidos do PCC dentro da Bolívia. Alguns outros emissários têm chegado e estamos trabalhando contra essas organizações", afirmou Quezada.
A presença do PCC na Bolívia está vinculada, principalmente, ao abastecimento de droga tanto vinda do Peru como a produzida no próprio território boliviano. "O que estão fazendo é fornecer droga da Bolívia através da fronteira e isso está ocorrendo por estradas como também pela via aérea, segundo levantamentos apurados com as últimas investigações. Eles buscam qualquer brecha para passar pela fronteira", disse o coronel.
As três principais rotas terrestres identificadas pela FELCN como rotas de saída da droga para o Brasil são as áreas fronteiriças de: Guayamerín, fronteira Guajará-Mirim (Rondônia); San Matías, fronteira com Cáceres (Mato Grosso); e Puerto Suárez, fronteira com Corumbá (Mato Grosso do Sul).

Entretanto, Quezada afirmou que também existem rotas aéreas que vão desde o Peru até o Brasil, Paraguai e Argentina, tendo como escala o território boliviano. As informações do Governo Brasileiro afirmam que o PCC movimenta anualmente cerca de 36 milhões de dólares. Na Bolívia, a FELCN não tem contabilizado o quanto desse valor circula ou fica no país, já que a droga produzida em território boliviano também abastece países europeus.
Mensalmente, os integrantes que estão em liberdade devem pagar cerca de 400 dólares, cada um, para manter as ações da organização. O dinheiro é usado para oferecer ajuda financeira à família e pagamento de honorário de advogados para os integrantes que se encontram detidos.
Com informações do Diário Online