Em busca de apoio do poder público para antecipar a devolução do comando da Santa Casa, sob intervenção há sete anos, a Associação Beneficente de Campo Grande (ABCG) sinaliza com mais transparência na gestão do hospital e abertura do conselho administrativo. Além disso, a entidade já prepara um pacote para reduzir o custeio, que prevê corte de gastos e demissões no setor administrativo.
O presidente da entidade, Wilson Teslenco, que discutiu, ontem à tarde, a devolução com o governador André Puccinelli (PMDB) e a secretária estadual de Saúde, Beatriz Dobashi, acredita que reassume o comando do hospital ainda neste ano. A Justiça determinou a devolução em abril de 2013.
Para sanar a dívida (entre R$ 120 milhões e R$ 148 milhões) e o déficit anual (entre R$ 15 milhões e R$ 20 milhões), a ABCG pretende cortar o excesso de gastos. “Tirar o excesso de mão de obra na área administrativa e (fazer) menos compras de materiais”, afirmou.
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