O garotinho tem um irmão mais novo, de sete anos, Kristopher, também doente. O menino nasceu com hidrocefalia não evolutiva. Ele não anda, não fala e tem membros atrofiados. Os pais do garoto, Vilson, 34 e Tatiana, 27, descobriram que os filhos tinham nascido com problemas por incompatibilidade sanguínea entre eles – ele do sangue O positivo e ela, A negativo.
O casal procurou um médico e, a próxima gravidez foi assistida, daí nasceu Kevillyn, perfeita, que ontem completou cinco anos de idade.
A avó de Kelvinny disse que o garotinho vai à escola, já cursa o quarto ano, nas “não sabe nada, ler nem escrever”.
“Vivo nessa briga (busca de tecnologia para curar o neto) há quase oito anos, por isso a insistência de ir para Campinas, lá os médicos vão diagnosticar de novo a doença e dizer se existe esperança de ele retornar a enxergar”, disse esperançosa, a avó.
O oftalmologista que cuida do garoto, em Campo Grande, Alexandre de Castro Costa, não quis comentar o desejo da avó, apenas limitou-se a dizer que já havia diagnosticado a doença.
“Ele (o médico) me incentivou a levar meu neto para Campinas, isso foi muito bom”, disse Fátima.
Desde a descoberta da cegueira, o menino, que ainda tem tem dificuldades na fala, frequenta, junto com a avó, o Instituto sul-mato-grossense para Cegos Florisvaldo Vargas (Ismac), entidade que possui em seus cadastros 580 cegos.
O Ismac, segundo sua presidente, Telma Nantes de Matos, cega, conta com ajuda de associados e órgãos públicos e oferta atendimento oftalmológico, assistência social, serviço psicológicos e terapia ocupacional. (CB)
Para ajudar Fátima e o neto, Kelvinny, a pessoa pode depositar dinheiro ou cheque:
Banco: Caixa Econômica Federal
Agência: 1979
Conta número: 25.400-0 variação 13