Sem estudos e falta de debate com a sociedade, aumento do perímetro urbano pode aumentar o custo social para a população sem necessidade. O alerta é do professor doutor em Engenharia de Construção Civil e Urbana, Ricardo de Souza Moretti, da Universidade Federal do ABC, um dos palestrantes do 4º Seminário Cidades Brasileiras: Desejos e Possibilidades, promovido ontem pelo Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Planurb) em Campo Grande.
Responsável pela palestra sobre “Regulamentação urbanística e mediação de conflitos entre os interesses coletivos e do mercado imobiliário”, Ricardo Moretti também explicou que a ampliação do perímetro urbano abre a possibilidade do mercado lotear e se há o aumento da possibilidade de utilização dos terrenos, cresce também a lucratividade do setor produtivo que tem interesse imobiliário.
“Quanto maior o perímetro urbano, mais caro é administrar a cidade. Se você tem uma área loteada muito grande, essa área loteada e não ocupada precisa ser mantida. Há a iluminação pública que precisa estar funcionando, independentemente de ter gente morando ali ou não, tem que ampliar as redes, o sistema de ônibus, de transporte. A decisão de ampliar o perímetro urbano é coletiva, porque todos vão pagar para que o perímetro urbano seja mais caro. Precisa ver se de fato precisa”, analisou.
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