O ministro da Defesa, Celso Amorim, criticou neste sábado a presença por prazo indefinido das tropas internacionais no Haiti e condicionou uma eventual retirada definitiva dos militares ao aumento dos investimentos em infra-estrutura no país.
''Não é bom para o Haiti, que é no caso o que mais importa, nem pra ninguém, que as tropas fiquem lá indefinidamente", disse Amorim em Moscou, na Rússia.
O ministro da Defesa estava na cidade até este sábado como um dos integrantes da delegação oficial brasileira que acompanhou a presidente Dilma Rousseff em sua visita oficial ao país.
O Brasil exerce o comando militar da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti, conhecida pela sigla Minustah, e possui o maior número de soldados mobilizados no país entre 18 nações.
Amorim disse não poder falar em um possível "prazo" para a retirada dos soldados. Segundo ele, é preciso primeiro investir em melhorias no país que permitam diminuir sua dependência da ajuda internacional.
O Haiti é o país mais pobre do Ocidente e foi devastado por um terremoto em 2010 que matou cerca de 250 mil pessoas. ''Não temos por que nos preocupar com prazo. Neste ano, vai haver uma diminuição ao longo do ano dos militares brasileiros, de 400 soldados. A ideia é levarmos (o número do contingente) a níveis pré-terremoto'', disse o ministro.