Não é unanimidade, é falta de oportunidade mesmo. Das pessoas ouvidas esta semana pelo Correio do Estado nas ruas Dólar, Libra, Lira, Florim e Yen, nunca alguém pegou na mão uma só dessas moedas estrangeiras.
Sob o impacto dessas moedas, Vila Carlota continua comendo ovo e arrotando caviar. Mas sua gente e o Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Planurb) sabem que os nomes já existiam desde a aprovação do loteamento, em 9 de dezembro de 1961.
Rua do Dólar, 14h20. A vizinhança descansa na calçada. O asfalto “torra” sob mormaço de 38º C. Nascida e criada no bairro, Luciene Pereira da Silva, 48 anos, dois filhos, pedicure e ex-operadora de caixa do antigo Supermercado Mini Box, garante: “Nunca vi esse dinheiro, só na TV”.
Clarinda Pereira da Silva, mãe dela, falecida aos 65 anos, foi pioneira. Agnaldo Alves Mangeló, 51, reivindica um posto de saúde, “para sua família não precisar se locomover à Vila Progresso”.
É tudo antigo ali: o próprio Jardim Paulista vem da década de 1950, com o prolongamento das ruas do Sol, Planalto e Spip Calarge. “A Calarge dava acesso à Estação do Trem Manoel Brandão”, lembra Juarez Echeverria, do Planurb.
Leia mais no jornal Correio do Estado