A frieza com que o prefeito eleito de Campo Grande Alcides Bernal (PP) vem tratando os vereadores teve consequências. A Câmara Municipal votou pela redução da suplementação orçamentária de 30% para 5%. Com isso, ele fica impedido de gastar o excesso da arrecação municipal como gostaria até aquele limite. Foram 12 votos contra 7.
Em segunda votação, amanhã (18), a decisão será chancelada.
Pela manhã, era visível a revolta dos vereadores com o descaso com que Bernal está demonstrando para o Legislativo municipal. Ele chegou a ser contatado por telefone para conversar a respeito da emenda da suplementação, mas disse que não poderia comparecer na Câmara. Isso entornou o caldo.
O prefeito eleito chegou a se manifestar recentemente que gostaria que a Câmara aprovasse o Orçamento 2013 - que estima receita e despesas em R$ 2,7 bilhões - rejeitando a emenda que reduziria a suplementação.
Um dos vereadores aliados de Bernal chegou a criticá-lo por manter essa distância. "Isso é prejudicial para ele", frisou, lembrando que o prefeito eleito - que já foi vereador - deveria saber que "os poderes são harmônicos, porém independentes".
Além disso, frisou que Bernal deveria "ter mais respeito com os ex-colegas".
Na prática, significa que sem a Câmara Municipal Bernal terá muitas dificuldades para a administrar a cidade.
Orçamento
Com 26 emendas, foi aprovado o Orçamento 2013 nesta quarta-feira.
A previsão orçamentária é de R$ 2.798.000,00, com um acréscimo de 15,43% com relação ao Orçamento Municipal de 2012, avaliado inicialmente em R$ 2.424.000.000,00.