Funcionários do governo chinês ouvidos pela agência de notícias Reuters disseram hoje que Pequim está "altamente vigilante" sobre os voos de caças japoneses sobre um arquipélago no mar do Leste da China.
A declaração seria uma reação contra o domínio japonês sobre as ilhas, chamadas de Senkaku por Tóquio e Diaoyu por Pequim. O território, que também é disputado por Taiwan, é alvo de uma disputa diplomática que se intensificou nos últimos três meses.
Os funcionários dizem que o Japão deve assumir a responsabilidade por quaisquer consequências, sem dar mais detalhes sobre as possíveis represálias. Pequim afirma que, no último sábado, aviões japoneses interceptaram uma aeronave chinesa que voava a 150 km das ilhas.
"Vamos decididamente cumprir nossas tarefas e missões enquanto coordenamos com os departamentos relevantes (...) de modo a salvaguardar as ações de cumprimento da lei marítima da China e proteger a integridade territorial do país e os direitos marítimos", disse o porta-voz do Ministério da Defesa da China, Yang Yujun, em entrevista coletiva.
O Ministério da Defesa do Japão anunciou que o envio de caças em várias ocasiões nas últimas semanas para interceptar aviões de vigilância chineses que foram ao arquipélago. As autoridades afirmaram que um avião chinês violou o espaço disputado pela primeira vez no último dia 13.
No discurso de posse, ontem, o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, prometeu não ceder na disputa sobre as ilhas e aumentar os gastos de defesa para combater a influência militar de Pequim.