Mesmo com falta de estrutura adequada e sem um grande número de atletas, a ginástica rítmica tenta se consolidar em Mato Grosso do Sul, graças principalmente as escolas que oferecem aos alunos a oportunidade de aprender e praticar a modalidade.
Nos últimos anos, a ginástica brasileira cresceu principalmente com a artística, que criou até ídolos para o esporte brasileiro, como o medalhista olímpico em Londres, Arthur Zanetti, os irmãos Diego e Daniele Hypólito, Daiane dos Santos e Jade Barbosa, porém a rítmica ainda não conseguiu deslanchar.
Para a vice-presidente da Federação de Ginástica de Mato Grosso do Sul, Rose Rocha, este é um processo normal, mas que está mudando. “Se analisarmos os últimos quatro anos, podemos dizer que a ginástica rítmica cresceu muito, ganhou em nível e prova disso é que nossos atletas já tem conquistado resultados expressivos em competições nacionais”, argumentou.
Na Capital, além das escolas particulares e públicas que oferecem a modalidade aos alunos, a prefeitura, através da Fundação Municipal de Esportes (Funesp), oferece um Centro de Excelência em Ginástica e no fim do ano passado realizou a sua primeira copa,, que contou com mais de 150 participantes.
“Nem todos os atletas participam de competições fora do estado e por isso proporcionar a participação desses novos ginastas em torneios é estimulá-los a seguir no esporte. Além disso é uma forma de divulgar a ginástica rítmica em todo Estado”, comentou o presidente da Funesp, professor Silvio Lobo.
Escolas
A professora Rafaela Simioli, que ensina ginástica rítmica em seis escolas públicas, afirma que o crescimento da modalidade é real, mas o trabalho está apenas no início.
“O grande problema é a falta de estrutura, como bolas, arcos, entre outros. Como podemos preparar um atleta para um Brasileiro se ele ainda treina com arco de mangueira? Isso que precisa melhorar, mas algumas escolas já estão recebendo novos equipamentos, então acho que estamos no caminho certo”, argumentou a professora.