“Um administrador que assume uma postura neurótica com o passado recente e se esquece de olhar para o único tempo existente, o presente, joga o futuro na lata de lixo da história”, esta é a interpretação do jornalista, professor e cientista político, Eron Brum, acerca dos primeiros passos de Alcides Bernal, (PP), no comando da prefeitura de Campo Grande.
Bernal soube que a vitória já era sua às 17h30min do dia 28 de outubro do ano passado, exatos 78 dias atrás. Ali, o pepista e seus aliados tumulavam a primazia do PMDB, sigla que dominou por 20 anos a prefeitura da maior cidade do Centro-Oeste, hoje com 805.397 habitantes, segundo estimativa divulgada em 2012 pelo IBGE.
Entre a eleição e a posse do radialista, advogado, ex-vereador e ex-deputado estadual, havia um período de 64 dias, dois meses, tempo reservado a chamada transição de governo.
É nesse intervalo que o eleito fica sabendo, na prática, os detalhes de sua missão para os próximos quatro anos, como por exemplo tomar conhecimento dos problemas da cidade: como as ruas esburacadas, ou se os médicos cuidam bem da população nos postos de saúde, a realidade das estruturas das escolas, e também se as concessões públicas foram firmadas de maneira legal.
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