Um homem de 48 anos morreu na madrugada de hoje em Florianópolis depois de levar disparos da pistola Taser, que imobiliza por eletrochoque, e de receber tranquilizantes da equipe de socorro médico.
Ainda não se sabe a causa da morte. As polícias Civil e Militar abriram inquérito para apurar o caso -é a segunda morte na cidade relacionada a esse tipo de arma em menos de um ano.
Segundo o boletim de ocorrência, Marcos Antônio Clarinda foi perseguido por policiais militares por supostamente estar dirigindo em alta velocidade por uma avenida do bairro Capoeiras, na parte continental da cidade.
O motorista, ainda conforme o boletim, foi cercado na saída do túnel Antonieta de Barros, no centro, a cerca de cinco quilômetros de distância da primeira abordagem.
O delegado Egídio Klauck, que fez o registro, disse que os militares declararam ter disparado dois tiros de borracha e um com munição de pistola contra o carro para fazer o motorista parar.
Afirmaram que, depois, usaram a Taser para acertar o motorista com dois tiros porque ele estava muito agitado ao ser cercado.
Disseram ainda que, como os tiros não foram suficientes para imobilizá-lo, chamaram uma equipe do Samu (Serviço de Atendimento Médico de Urgência) para acalmá-lo com remédios.
Clarinda recebeu duas doses de um tipo de tranquilizante no carro da polícia. Ele começou a passar mal e foi levado para o Hospital Celso Ramos, onde morreu. A reportagem procurou a direção do Samu para comentar o caso neste sábado, mas ainda não teve resposta.
Não havia drogas nem bebida no carro, segundo o boletim de ocorrência.