Preso sob suspeita de responsabilidade no incêndio da boate Kiss, o produtor da banda Gurizada Fandangueira afirmou à polícia que os espetáculos pirotécnicos eram o "diferencial" do conjunto musical.
Luciano Bonilha Leão disse ainda que a banda já havia promovido outros dois espetáculos com fogos durante apresentações na boate Kiss, o que contradiz depoimento do sócio da casa noturna Elissandro Spohr.
Spohr, que também está preso, mas sob custódia em um hospital por ter se ferido no incêndio, afirmou à polícia que a banda jamais havia realizado show pirotécnico na boate e nem pedido autorização para fazê-lo.
Segundo a investigação do caso, a principal hipótese para o começo do incêndio é o uso de um artefato pirotécnico durante o show pelo vocalista da Gurizada Fandangueira, acionado remotamente pelo produtor. Faíscas teriam atingido o teto e deflagrado o fogo na casa noturna.
Venâncio Anschau, que prestava serviços de sonorização na boate, afirmou à polícia que os garçons da casa "também utilizavam os mesmos efeitos pirotécnicos que o cantor [da Gurizada Fandangueira] estava usando". Para a polícia e a Justiça, a afirmação demonstra "ciência e concordância" dos donos da Kiss com o emprego dos artefatos.
Uma ex-funcionária da Kiss também afirmou à polícia que uma banda do próprio Spohr, chamada Projeto Pantana, também utilizava efeitos pirotécnicos em shows.