O comando partidário está em jogo na batalha judicial, que uniu PT e PP, para cassar o mandato do deputado estadual Lídio Lopes e tem as digitais do senador Delcídio do Amaral (PT) e do prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP). A cúpula dos dois partidos alega a expulsão de Lídio por infidelidade partidária para excluí-lo da Assembleia Legislativa.
O deputado estranha a atitude porque ainda se encontra filiado ao partido nos registros da Justiça Eleitoral. Tanto é que foi empossado no dia 1º de fevereiro na Assembleia como integrantes dos quadros do PP.
Até para ser expulso, Lídio tem o direito a ampla defesa e o contraditório. E nada disto aconteceu porque foi surpreendido com a notícia da punição pela imprensa. “Só tomei conhecimento do processo de expulsão ontem quando o PT entrou com mandado de segurança.O Bernal só tinha passado para o Tião Sereia que anexou no processo”, pontuou Lídio. Segundo o progressista, depois da tramitação interna do partido, sua expulsão foi comunicada ao cartório eleitoral, por ofício, onde ele tem registro de filiação.