Uma pesquisa realizada pela Federação do Comércio de Mato Grosso do Sul (Fecomércio) apontou que o carnaval é a segunda melhor data, depois do Natal, para movimentar a economia em Corumbá. Estima-se que os cinco dias de folia na Capital do Pantanal vão injetar R$ 5 milhões no comércio local, atraindo mais de 15 mil turistas e lotando a rede hoteleira, os restaurantes, os bares.
Qual o sucesso desse carnaval, que faz parte da cultura local, uma cultura ligada secularmente ao Rio de Janeiro quando a região sofria um implacável isolamento político e geográfico em relação ao Estado, mas se chegava a Cidade Maravilhosa pelos rios Paraguai e Prata? A razão cultural prevaleceu e Corumbá assimilou as influências do Rio, onde o samba no pé foi a maior das heranças.
Hoje, com a prefeitura investindo milhões na sua organização, o desfile das escolas de samba da Capital do Pantanal é o grande diferencial não apenas de Mato Grosso do Sul, mas do interior brasileiro. A presidente da Fundação de Cultura e vice-prefeita da cidade, Márcia Rolon, explica que esse carnaval não é um evento de cinco dias, se prepara a festa o ano todo, gerando milhares de empregos.
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